Mauá
Publicado às 8h49 — 29 de janeiro de 2015
Prefeitos cobram clareza da Sabesp em crise hídrica

Donisete Braga e os demais prefeitos da Região Metropolitana reivindicaram transparência por parte da companhia e também a antecipação das medidas a serem adotadas

Por Leonardo Ratti | Portal Mauá e Região
Foto: Evandro Oliveira

Foto: Evandro Oliveira

O prefeito de Mauá Donisete Braga participou ontem (28) de reunião promovida pelo prefeito de São Paulo Fernando Haddad na capital, que contou com a presença do secretário de Recursos Hídricos do Estado Benedito Braga e de representantes de mais de 30 cidades da Grande São Paulo. O tema do encontro foi a crise de abastecimento de água. Segundo Donisete Braga, a proposta sugerida pelo diretor metropolitano da companhia, Paulo Massato Yoshimoto, de um revezamento de cinco dias sem água e dois dias com água, não foi bem aceita pelos prefeitos.

Além de darem sugestões para a diminuição do consumo, os prefeitos cobraram transparência e clareza nas medidas adotadas pela Sabesp. “A população precisa ser avisada com antecedência e por isso precisamos saber antes para informarmos aos munícipes”, explicou o prefeito Donisete Braga. Essa mesma opinião foi reforçada por Carlos Grana, mandatário de Santo André. “Não podemos ficar sabendo das decisões pela televisão”, comentou.

De acordo com Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, outra proposta apresentada no encontro foi a criação de um comitê de crise com representantes da área da saúde, educação, segurança pública e da Sabesp. “A preocupação de todos está no desabastecimento de escolas, hospitais e outros serviços essenciais à população”. Haddad disse que o secretário Benedito Braga se comprometeu a dar uma resposta aos prefeitos em dez dias.

Para Donisete Braga, o encontro foi uma iniciativa bem sucedida estabelecendo um diálogo com as Prefeituras e também a garantia do comprometimento dos prefeitos para ajudar a enfrentar a crise de abastecimento de água. “É positivo ver essa ação de forma articulada”. O secretário ainda destacou que o projeto da Prefeitura de São Paulo de multar quem lava calçadas e carros com água tratada também foi partilhado com os outros gestores que devem estudar o encaminhamento de projeto de lei semelhante às respectivas Câmaras Municipais.

“Hoje há a campanha para uso racional da água, mas, efetivamente, se quiser multar aquele que está desperdiçando água você precisa dessa legislação municipal”, observou o chefe do Executivo da capital. Para Haddad, no entanto, a gravidade da crise exige atitudes mais concretas.

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