Mauá
Publicado às 8h35 — 25 de janeiro de 2017
Vanessa Damo acusa Orosco de agressão física
Por Vinicius Pinheiro | Portal Mauá e Região

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A ex-deputada estadual Vanessa Damo (PMDB) acusou o marido e secretário de Obras de Mauá, José Carlos Orosco Júnior (PMDB), de agressão. Um BO (Boletim de Ocorrência) foi registrado na DDM (Delegacia da Mulher) do município na tarde de ontem. Orosco nega as acusações.

Conforme relato da peemedebista à polícia, Orosco a agrediu fisicamente quando ela foi à residência dos sogros para resolver problemas familiares, no domingo. Vanessa conta também que sofreu violência psicológica e que está em processo de separação. O BO, ao qual o Diário teve acesso, também afirma que a situação só foi controlada na presença de policiais.

A versão foi confirmada pelo ex-prefeito Leonel Damo (PMDB), pai de Vanessa. “Como pai tentei amenizar a situação. Um desquite é normal entre casais, mas tudo tem de acontecer de maneira respeitosa. Falei com o Júnior por uma semana e disse que esse divórcio tinha que ser feito em harmonia para preservar as filhas deles, as minhas netas. Não falei muito com ela (Vanessa) porque está abalada com tudo o que aconteceu”. Vanessa não foi localizada para falar do episódio.

As acusações foram rebatidas por Orosco. Ele argumentou que está em processo de divórcio de Vanessa, mas negou que tenha agredido a ex-deputada. “Lamento ela ter recorrido a inverdades para falar sobre o caso. Acredito que esteja mal orientada. Eu nunca a agredi. Em nenhuma hipótese”, assegurou ele, que preside o PMDB na cidade.

Orosco seria candidato a vice na chapa do prefeito Atila Jacomussi (PSB), porém retirou sua candidatura ao não receber aval da Justiça Eleitoral até o prazo de registro do projeto político – ele foi substituído pela sogra, Alaíde Damo (PMDB). Pela fidelidade ao socialista, o peemedebista foi apresentado como secretário de Obras e indicou o secretário de Educação, Fernando Coppola, o Xuxa (PMDB), ex-chefe de gabinete de Vanessa na Assembleia Legislativa.

O peemedebista teria direito também a nomear o secretário de Segurança Pública. Suplente de vereador, o sargento Anderson Simões (PMDB) chegou a ser anunciado publicamente, porém sua nomeação não foi confirmada porque ele trabalhava em empresa privada que prestava serviços para a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá). O tenente-coronel Paulo Barthasar (PTC) ocupa a função.

Ontem, o caso ecoou nos corredores do Paço. O núcleo duro do governo avaliava como tratar o episódio. O Diário apurou que Leonel Damo conversou com interlocutores do prefeito e pediu para que o genro fosse demitido, o que não está definido dentro da administração.

Por Raphael Rocha – Diário do Grande ABC

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