Mauá e Região
Publicado às 10h55 — 11 de abril de 2017
Funcionários da CPTM entram em greve
Por Vinicius Pinheiro | Portal Mauá e Região
trem

Foto: Wikimapia

Cerca de 2.000 funcionários que trabalham na Linha 10 – Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) aderiram a greve nesta terça-feira. Sem avanços nas negociações sobre o pagamento do acordo estipulado no PPR (Programa de Participação nos Resultados), referente ao ano passado, o Sindicato dos Ferroviários de São Paulo decretou ontem a paralisação das atividades. Cerca de 189,5 mil usuários da região devem ser afetados.

A estação Celso Daniel – Santo André está fechada e não há nenhum funcionário da CPTM para explicar a situação aos usuários. A maioria das pessoas que estão na estação não sabiam da greve e tentam entrar em contato com seus chefes. “Cheguei 5h30 e levei um susto. Trabalho na República e preciso pegar trem e metro. Estou tentando avisar meu chefe, mas ainda não consegui. Não sei nem como eu faria para ir de ônibus até lá, sem contar que meu vale-transporte é só pra trilhos”, diz a auxiliar de serviços gerais, Edinalva Ferreira Sampaio, moradora de Santo André que faz 45 anos hoje.

Em Mauá portas e bilheterias trancadas, nenhum funcionário para sanar as dúvidas das pessoas. Usuários foram pegos de surpresa e esperam alguma posição da CPTM. Muitos tiram fotos mostrando o cenário para provar que não tem como ir ao trabalho e justificar o atraso.

Em Ribeirão Pires o ônibus é a única alternativa encontrada pela população. Devido a greve os pontos estão cheios e os passageiros reclamam que não conseguem entrar no trasporte pois estão lotados. “Trabalho em São Caetano e vou sempre de trem. A única opção hoje é o ônibus, só que estou aqui há meia hora e os que passam estão lotados e não dá para entrar”, afirma o ajudante geral, Francisco da Silva Lopes, 27, morador de Paranapiacaba.

A categoria reclama do pagamento em parcelas da PPR (Programa de Participação de Resultados) de 2016, que deveria ser paga no dia 31 de março. Porém, a CPTM pagou apenas 50% do valor e a segunda parcela será efetuada no dia 16/06/2017, com valor corrigido pelo índice IPC-Fipe acumulado nos meses de abril e maio deste ano, evitando qualquer prejuízo financeiro aos seus colaboradores. O Sindicato que representa os trabalhadores da Linha 7 e 10 não aceitaram essa proposta.

A greve que também atinge a circulação de trens da Linha 7 – Rubi (Luz – Francisco Morato) foi aprovada ontem durante assembleia da categoria, na Capital. “Infelizmente, a CPTM não quis atender nossas solicitações. Tivemos uma reunião na sexta-feira, mas a proposta ainda está distante do que a categoria deseja”, declarou o presidente do sindicato, Eluiz Alves de Matos.

 

Nota da CPTM
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) considera irresponsável a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de S. Paulo, representante dos empregados das linhas 7-Rubi (Luz – Francisco Morato – Jundiaí) e 10-Turquesa (Brás – Rio Grande da Serra), de paralisar a prestação dos serviços.

Em cautelar ajuizada pela CPTM, visando garantir a operação do sistema, o desembargador e vice-presidente Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região determinou no caso de deflagração da greve que os empregados mantenham pelo menos 75% da operação nos horários de pico (das 4h às 10h e das 16h às 21h). Esse percentual deve ser aplicado a todos os serviços de operação de trens, notadamente maquinistas, pessoal de estações, segurança, manutenção e operação, o que não garantirá a operação total da Companhia.

Em relação aos demais horários, o percentual mínimo foi de 60% desse contingente de empregados. Ainda, de acordo com a liminar, os trabalhadores não poderão liberar gratuitamente as catracas para os usuários. O descumprimento da liminar implicará o pagamento de multa diária de R$ 100 mil.

A direção da CPTM ressalta que buscou todas as formas e alternativas no sentido de chegar a um acordo com as entidades sindicais envolvidas e, assim sendo, espera que seus empregados adotem postura responsável em favor da continuidade dos serviços prestados à população. O sindicato e a direção devem se reunir nesta tarde para resolver o impasse.

 

Ônibus
Alternativa para quem deseja seguir em direção a São Caetano ou até a região do Sacomã, atendida pela Linha 2 – Verde do Metrô, ônibus intermunicipais que atendem o Grande ABC também têm apresentados problemas nessa manhã de terça-feira.

Sobrecarregadas com o aumento da demanda de usuários que não conseguiram embarcar em trens da CPTM, as linhas não estão efetuando paradas em pontos de ônibus de Mauá e Santo André.

“Já passaram três ônibus sentido Sacomã e nenhum parou. Estou desde as 5h30 tentando ir para a região do MASP e não consigo”, relata a recepcionista Amanda Lopes de Aguiar, 27 anos.

Usuários também tem encontrado dificuldade para utilizar o serviço de transporte individual de passageiro, como é o caso do Uber. Além da alta demanda de chamadas, o aplicativo está com tabela de preço diferenciada nesta manhã de terça feira. “Até pensei em pegar uber, mas o preço tá R$10 mais caro do que o preço que pago geralmente. Prefiro esperar aqui na estação”, disse o estagiário de advocacia Leandro Brito Junior, 24.

 

Alternativas ilegais
Em Santo André, com a paralisação da CPTM, motoristas de lotações aproveitaram a oportunidade para atuar de maneira irregular na frente da estação andreense. Durante a presença da equipe do Diário do local, uma van foi flagrada oferecendo serviço de transporte para quem deseja seguir sentido Mauá.

Com Informações de Caroline Garcia e Daniel Macário.

Por Diário OnLine

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