Ribeirão Pires
Publicado às 9h09 — 16 de janeiro de 2017
Kiko começa igual Saulo reclamando de dívida

Em 2013, Saulo disse que recebeu uma dívida de R$ 37 milhões do antecessor e agora, Kiko Teixeira diz ter herdado R$ 150 milhões

Por Vinicius Pinheiro | Portal Mauá e Região
kiko

Foto: Folha Ribeirão Pires

Entra governo e sai governo e o primeiro mês de gestão é sempre igual. Reclamações do antecessor, em especial o montante de dívida herdado.

Em Ribeirão Pires não é diferente, o atual prefeito Kiko Teixeira (PSB) registrou na imprensa que a dívida da Prefeitura da Estância pode chegar a R$ 150 milhões.

Segundo o mandatário, o município já contabiliza R$ 102 milhões de dívidas e mais de R$ 50 milhões em restos a pagar, não incluindo os precatórios, totalizando R$ 152 milhões herdados do ex-prefeito Saulo Benevides (PMDB).

“A Prefeitura, em si, (está) abandonada. A gente tem que resgatar a autoestima do povo de Ribeirão Pires e (devemos) agir com muita prudência para executar nosso plano de redução de gastos e por a cidade em ordem”, ressaltou Kiko ao Jornal Diário do Grande ABC.

Ainda segundo o prefeito, se faz necessária uma reforma administrativa, e a implantação de uma gestão moderna e eficiente para equilibrar as contas.

Em 2013, logo após a posse do prefeito Saulo Benevides a reclamação era a mesma.

Na época, levantamento feito pela Prefeitura mostrava que a dívida deixada pela Administração anterior superava os R$ 37 milhões.

As dívidas herdadas eram referentes a salários de servidores, encargos trabalhistas, pagamentos de energia elétrica (Eletropaulo), telefonia, INSS, Pasep, fornecedores, refinanciamentos, acordo de precatórios, Imprerp, entre outros.

“O pagamento das dívidas está entre nossas prioridades. Precisamos equacionar os débitos para iniciar novos investimentos, de forma a não comprometer ainda mais a saúde financeira da Prefeitura, o que impossibilitaria a viabilização de projetos futuros”, declarou o prefeito da época Saulo Benevides.

As medidas propostas por Saulo em 2013, são as mesmas indicadas por Kiko Teixeira em 2017: modernizar a administração pública, criar meios para uma gestão eficiente e assim, equilibrar as contas para possibilitar novos investimentos.

Estância terá mesmo número de secretarias

Na contramão das demais cidades do Grande ABC, onde prefeitos que acabaram de assumir seus cargos reduziram o número de secretarias para economizar dinheiro público, o prefeito de Ribeirão Pires, Kiko Teixeira (PSB), optou por permanecer com o mesmo número de pessoas no primeiro escalão do Governo, mesmo anunciando que a dívida da Prefeitura poderá ultrapassar os R$ 150 milhões.

Mas mesmo assim o Governo Kiko terá o mesmo organograma do Governo Saulo Benevides, ou seja, mesmo número de secretarias mas com pessoas diferentes, muitas oriundas de Rio Grande da Serra, do Governo Clóvis Volpi e também de pessoas que ajudaram em sua eleição.

Em São Bernardo do Campo e em Santo André (cidades bem mais ricas que a Estância), por exemplo, os prefeitos Orlando Morando (PSDB) e Paulo Serra (PSDB) anunciaram austeridade no Governo e reduzirão a quantidade de secretarias. Morando vai reduzir de 23 para 18 e Serra de 19 para 14.

Em Ribeirão Pires irá permanecer o mesmo número de 20.

Liz Dotta – Assuntos Jurídicos; Paulo de Tarso – Governo; Adriano Dias Campos – Administração e Modernização e Assuntos Estratégicos e Desenvolvimento Econômico; Diogo Manera – Infraestrutura Urbana; Elza dos Anjos Iwasaki -Assistência e Desenvolvimento; Eduardo Iuquio Ywasaki – Esporte, Lazer e Turismo; João Mancuso – Comunicação; José Navarro – Segurança Pública; Rogério do Carmo – Desenvolvimento Urbano e Habitação; Takaharu Yamauchi – Obras; Eduardo Nogueira – Gestão e Planejamento Administrativo; Antônia Constâncio – Finanças; Jorge Luis de Moraes – Desenvolvimento Regional de Ouro Fino; José Adão Alves – Transporte e Trânsito; Elza da Silva Carlos – Política Comunitária e Institucional; Ricardo Carajeleascow – Saúde e Higiene; Flávia Banwart – Educação, Inclusão, Cultura e Tecnologia; Flávia Dotto – Presidente do Fundo Social de Solidariedade e Laércio Fregonezi – Superintendente do Instituto Municipal de Previdência de Ribeirão Pires.

Por Folha Ribeirão Pires

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