Mauá
Publicado às 9h54 — 18 de janeiro de 2017
Governo Atila admite retirar Sargento Simões
Por Vinicius Pinheiro | Portal Mauá e Região
sargento

Foto: Nario Barbosa/DGABC

O núcleo duro do governo em Mauá já admite efetivar o tenente-coronel Paulo Barthasar (PTC) como secretário de Segurança Pública. Barthasar responde interinamente pela Pasta porque o indicado ao setor, Sargento Anderson Simões (PMDB), não havia demonstrado comprovantes de regularidade para assumir uma função pública.

Fontes ouvidas pelo Diário dão como certa a substituição. Inicialmente apontado para chefiar a Defesa Civil, Barthasar, de longa trajetória na Polícia Militar (incluindo o comando do CPA/M6, a companhia regional da instituição), agradou aos vereadores e à GCM (Guarda Civil Municipal). Mesmo de forma interina, apresentou plano de combate à violência endossado pelo prefeito Atila Jacomussi (PSB).

Sargento Simões foi candidato a vereador pelo PMDB e ficou como segundo suplente da coligação. Foi indicado ao primeiro escalão em acordo partidário, mas sua nomeação nunca foi consenso no governo, apesar de ele também ter histórico na polícia e no ramo de Segurança.

Além de críticas veladas da base de sustentação na Câmara, outro ponto que atrapalhou a nomeação de Simões foi o fato de ele ter trabalhado em uma empresa que presta serviços para a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá).

A Seal Segurança Alternativa, com sede no Jardim Pilar, em Mauá, foi contratada ainda no governo de Donisete Braga (PT) para prestar serviço de segurança patrimonial e vigilância eletrônica. Pelo acordo, receberia R$ 1 milhão ao ano.

Na época da celebração do contrato, Simões era gerente operacional da Seal, empresa administrada por Cristina Aparecida da Silva. Segundo um funcionário da companhia ouvido pelo Diário sob a condição de anonimato, “Simões mandava muito”. Nos bastidores, dizem que o peemedebista foi responsável pela indicação da Seal no processo licitatório da Sama, o que ele nega.

Simões afirmou que deixou a empresa em novembro e que só não assumiu a função na Prefeitura por pedido próprio. “Falei com o prefeito Atila que precisaria de um tempo, de 30 a 45 dias, para resolver problemas de ordem particular. Não creio (que ele volte atrás). Mas sei que a política é dinâmica. Só que não creio que isso vá acontecer. Tanto é que se algo fosse mudar ele (Atila) não teria colocado o coronel Barthasar como interino. Já teria o efetivado.”

OUTRA INDICAÇÃO

Ex-presidente do PRB de Mauá e secretário de Habitação na terceira passagem de Oswaldo Dias (PT) pela Prefeitura, Sérgio Affonso foi apresentado como secretário de Relações Institucionais. Affonso esteve na linha de frente da campanha de Atila no trânsito junto às igrejas evangélicas.

Por Raphael Rocha – Diário do Grande ABC

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