Mauá e Região
Publicado às 9h28 — 8 de março de 2017
Aumenta número de mulheres no mercado de trabalho

Taxa de participação passou de 53,2%, em 2015, para 54,2%, no ano passado

Por Vinicius Pinheiro | Portal Mauá e Região
mulhermercado

Criação de novos postos de trabalho para o contingente feminino ocorreu somente no Comércio; Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas. Foto: Arquivo ABCD MAIOR

A presença de mulheres no mercado de trabalho no ABCD cresceu em 2016. A taxa de participação passou de 53,2%, em 2015, para 54,2%, no ano passado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (07/03) pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), durante a apresentação do boletim especial Mulher & Trabalho no ABC, elaborado em parceria com o Consórcio Intermunicipal.

O aumento da presença feminina no mercado de trabalho na Região registrado do ano passado ocorreu após queda em 2015, quando havia interrompido uma série de três altas anuais consecutivas, conforme afirmou Cesar Andaku, economista do Dieese. “A participação feminina no ABC, que é a proporção de mulheres com dez anos de idade ou mais inseridas no mercado de trabalho, supera Chile (56,5%), Itália (54,1%) e México (46,9%). A taxa, no entanto, é inferior a de países como Dinamarca (75,3%), Alemanha (73,1%), Estados Unidos (66,9%) e Japão (66,8%)”, explicou.

 
Participação cresceu só no comércio

A criação de novos postos de trabalho para o contingente feminino ocorreu somente no Comércio; Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, com alta de 1,1%. Por outro lado, houve quedas de 1,3% na Indústria e de 2,1% nos Serviços.

O setor Serviços é o maior empregador da região, respondendo por 68,6% do total de postos de trabalho ocupados pelas mulheres, em contraposição a apenas 41,9% dos homens, em razão de concentrar atividades que historicamente absorvem maior proporção de trabalho feminino.

A taxa de desemprego total feminina aumentou pelo terceiro ano consecutivo, passando de 13,3% para 16,7%, registrando o maior valor desde os 18,0% verificados em 2006. Já entre os homens, o aumento da taxa de desemprego total foi maior, passando de 11,8% para 15,9%.

O crescimento do desemprego feminino foi resultado da entrada de mulheres no mercado de trabalho da Região ao mesmo tempo em que houve diminuição do número de vagas. “Com a crise, a diminuição da ocupação foi maior entre os homens em 2015, principalmente por causa das demissões em setores como indústria de transformação e construção, majoritariamente masculinos. No ano passado, devido à continuidade e generalização da crise, as mulheres também foram afetadas”, disse Andaku.

 
Escolaridade

No ano passado, as mulheres ocupadas eram mais escolarizadas que os homens. Enquanto 26,7% tinham o ensino superior completo, entre os homens esse porcentual era de 19,6%.

A diminuição das desigualdades entre os sexos no mercado de trabalho ainda persiste, de acordo com a analista de mercado de trabalho da Fundação Seade, Leila Luiza Gonzaga. Além da carreira profissional, as mulheres acumulam mais incumbências domésticas e familiares.

“A mulher tem menos tempo para se dedicar ao trabalho que o homem e também enfrenta a resistência de muitos gestores em oferecer cargos de chefia a elas”, afirmou. Para mudar este cenário, defendeu, políticas públicas podem ajudar a mudança de comportamento na sociedade.

Durante a divulgação da pesquisa, o secretário executivo do Consórcio, Fabio Palacio, afirmou que os números apresentados vão contribuir para a tomada de decisões porte das empresas da região. “Os números divulgados são muito precisos e permitem traçar um panorama sobre a participação da mulher no mercado de trabalho das sete cidades”.

Por ABCD Maior

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