Mauá
Publicado às 10h07 — 8 de julho de 2015
Município conta com moderno sistemas de tratamento

Tecnologia canadense que dispensa a utilização de produtos químicos e todo tratamento é feito de forma biológica

Por Leonardo Ratti | Portal Mauá e Região

ETE Água

A Estação de Tratamento de Esgoto de Mauá, inaugurada em dezembro de 2014, concluiu sua fase de testes e iniciou em maio deste ano o tratamento do esgoto coletado no município.

Com um investimento total de R$ 178 milhões, a ETE – Mauá conta com um dos mais modernos sistemas de tratamento de esgoto do Brasil em três tanques com uma vazão média de 375 litros por segundo cada um, totalizando 1.125 litros por segundo.

Em termos de cobertura, com a operação da ETE – Mauá o município estará atendendo 90% da população com coleta e tratamento de esgoto, um avanço, já que o Ranking do Saneamento, realizado nas 100 Maiores Cidades Brasileiras pelo Instituto Trata Brasil, demonstra que no país a média de coleta é de 48,6% e apenas 39% do esgoto produzido é tratado.

O modelo de tratamento adotado na ETE Mauá é chamado de Reatores Sequenciais por Batelada Avançada (ASBR). Essa é uma tecnologia canadense que dispensa a utilização de produtos químicos e todo tratamento é feito de forma biológica, da mesma forma que a natureza faz em seus processos de decomposição. O sistema garante que o efluente tratado volte para a natureza livre de poluentes.

Assim, Mauá contribui com a despoluição do rio Tamanduateí e garante mais qualidade de vida e saúde para a população.

 

Fases do processo de Tratamento do Esgoto na ETE – Mauá:

O tratamento do esgoto ocorre por etapas. Na primeira delas, o esgoto bruto coletado é bombeado para a ETE Mauá, onde os resíduos maiores são retidos por meio de um processo chamado gradeamento.

Na sequência, o esgoto passa pelo processo de remoção de areia e é encaminhado para os biorreatores, onde o tratamento biológico tem início. Nessa fase, microrganismos se encarregam de eliminar bactérias e poluentes.

Para que isso aconteça, é necessário um fluxo constante de ar dentro dos biorreatores, controlado por cinco sopradores que suprem a necessidade de oxigênio e permitem que os microrganismos removam os poluentes orgânicos.

Ao final desse processo, a parte líquida, já tratada e com a qualidade exigida pelas normas legais, é separada da parte sólida e lançada no leito do rio Tamanduateí. O resíduo sólido, por sua vez, é encaminhado para o aterro sanitário, sem prejuízo ao meio ambiente.

 

Curiosidade:

Cada tanque de tratamento da ETE – Mauá mede 86 metros de comprimento por 37 metros de largura e 6 metros de altura. Isso significa que o volume de cada tanque é de quase 19 milhões de litros, ou seja, os três juntos equivalem a 24 piscinas olímpicas.

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