Educação
Publicado às 11h46 — 8 de março de 2016
Prefeitura e UFABC dão início à nova turma da Escola

Na atual edição, há 320 matriculados

Por Leonardo Ratti | Portal Mauá e Região
Foto: Rodrigo Zerneri

Foto: Rodrigo Zerneri

As aulas da sétima turma da Escola Preparatória da Universidade Federal do ABC (UFABC), administrada em parceria com a Prefeitura de Mauá, tiveram início ontem (7). O projeto, inicialmente tímido, se transformou em case de sucesso no preparo de moradores da cidade para o vestibular, tanto por ser gratuito quanto por ter ensino de excelência.

Em 2015, dois alunos foram aprovados em cursos de Medicina de instituições federais após frequentar a Escola Preparatória. Desde 2013, quando o programa educacional teve início, a instituição soma 131 aprovações. Desse total, dois terços ingressaram em faculdades públicas.

Na atual edição, há 320 matriculados. As aulas acontecerão nos períodos vespertino e noturno. As turmas foram avaliadas por meio de seleção pública, bem como os professores, alunos da graduação e da pós- graduação da UFABC.

“Nossas aulas têm qualidade superior a de qualquer cursinho particular porque os docentes são escolhidos não apenas por serem os melhores alunos da faculdade, mas, ainda, por darem as melhores aulas”, salientou o coordenador da Escola Preparatória, Leonardo Steil.

A secretária de Educação Lairce Rodrigues Aguiar concorda com o profissional. Para a gestora da pasta, a Escola Preparatória dá oportunidade para estudantes de escolas públicas concorrerem em pé de igualdade nos exames com alunos de cursinhos particulares.

Segundo o prefeito de Mauá, Donisete Braga, a escola começou engatinhando, devagar, mas hoje é uma das principais referências da cidade justamente pela qualidade do trabalho desenvolvido e cada vez mais aprimorado.

“Fico muito feliz por executar uma política educacional assim. Sei que é um dever do poder público, mas fico bastante satisfeito pelos resultados excelentes que temos obtido. Aqui os estudantes adquirem conhecimento, mas também têm espaço para análises e reflexões. Portanto, quando investimos em educação, formamos cidadãos”, declarou o chefe do executivo municipal de Mauá.

Expectativa – O entusiasmo foi grande durante a aula de abertura do ano letivo da Escola Preparatória. Todos ficaram atentos às palestras e às declarações oficiais e declararam ter grande expectativa quanto ao conteúdo e à metodologia dos professores. Adolescentes são maioria, acabaram de sair do Ensino Médio, mas há pessoas matriculadas que se formaram há um bom tempo e desejam outra chance de ingressar no mundo acadêmico.

É o caso de Robson de Campos, 46 anos, morador do Jardim Primavera. Fora dos bancos escolares desde 1999, está ansioso para trocar de profissão. É vigia à noite e sonha com a graduação em filosofia, por isso aposta no curso da UFABC e da Prefeitura de Mauá para chegar à faculdade.

“Sei que terei uma ajuda enorme para o vestibular, sem contar que não consigo pagar um curso como esse, é uma chance e tanto. Quase desisti por causa do trabalho puxado, mas minhas filha e esposa não deixaram e me apoiam demais”, contou.

Moisés Ramos dos Santos, 33 anos, do Jardim Mauá, tem história parecida. Desde 2014 trabalha à noite como porteiro após ser demitido de uma indústria metalúrgica em Diadema. Agora quer prestar Farmácia por causa do rol de opções ofertado pela profissão.

“Vou poder trabalhar em diversos locais, mas gosto mesmo é da parte de manipulação de medicamentos. Esse curso me ajudará no desafio de relembrar tantas matérias e finalmente entrar na universidade”, comentou.

Entre os adolescentes, Letícia Lima Tavares Araújo, 16 anos, da Vila Hélida, também quer seguir carreira em biológicas, mas optou por enfermagem. Mas isso inicialmente, já que a vontade mesmo é ser médica. “A nota de corte é mais alta, então vou dar um passo de cada vez, mas acredito que vá conseguir a aprovação ao cursar a Escola Preparatória”, declarou.

André Gabriel Jorge de Oliveira, 21 anos, da Vila Assis, terminou o ensino médio faz três anos e quer seguir área bem diferente. A meta é ser engenheiro civil como o tio e os colegas da empreiteira que trabalhou em 2014 e 2015.

“Quando fiz a prova para entrar na Escola Preparatória, gostei de cara do professor que a aplicou, percebi que tem muita capacidade e é interativo. Não tem o perfil daqueles que só passam os conteúdos. Ser criativo na hora de ensinar é fundamental”, disse.

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