Mauá
Publicado às 10h00 — 19 de janeiro de 2017
Átila corta 30% dos gastos e orienta secretários

Redução no orçamento vai atingir todas as secretarias e pode representar R$ 360 milhões

Por Vinicius Pinheiro | Portal Mauá e Região
atila

Átila Jacomussi assinou os decretos que criaram as duas comissões responsáveis por analisar os gastos. Foto: Divulgação

A prefeitura de Mauá terá 30% menos recursos do que o previsto para este ano para suas ações, de manutenção da cidade às áreas de Saúde, Segurança, Habitação, entre outras da administração. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (18/01) pelo prefeito Átila Jacomussi (PSB) que também orientou os secretários a reduzirem em mais 15% as despesas de suas pastas.

Somente o congelamento proposto pelo prefeito pode representar um corte de R$ 360 milhões nos gastos, se for realizado o orçamento previsto para este ano que é de R$ 1,2 bilhão. “Vamos bloquear 30% do orçamento previsto para 2017 e recomendar as secretarias a redução de, no mínimo, 15% do gasto de cada secretaria”, disse Jacomussi justificando a medida como uma contenção para quitar os restos a pagar da gestão Donisete Braga (PT).

Braga, ao deixar a administração em dezembro, anunciou que ficariam R$ 85 milhões de restos a pagar. Átila Jacomussi também anunciou que esse montante de dívida é muito maior, chegando a R$ 178 milhões. “Isso é o que apuramos até agora, faltam ainda alguns números da Saúde, por isso o valor deve subir ainda mais”. O ex-prefeito Doniseti Braga, não foi localizado para comentar o assunto.

Segundo Átila a maior dívida, dos restos a pagar, é com a Fundação do ABC, que presta serviços na área de saúde que, segundo ele estava em atraso, mas já foi feito o repasse de R$ 8 milhões. “Nenhum contrato que possa trazer prejuízo à população, como a Saúde e Educação, vai ser interrompido, mas vai ter que entrar aqui na norma de redução de 15% e vai ser rediscutido”, disse o prefeito.

Braga disse ainda que para corrigir o desequilíbrio financeiro vai criar duas comissões. A Comissão de Gestão de Crise Financeira vai analisar os contratos da gestão anterior e vai definir um plano estratégico de contenção de despesas. Essa comissão terá duração inicial de 180 dias. Também foi criada por decreto a Comissão de Gestão de Gastos, essa de caráter permanente, que vai analisar a prioridade e adequação das despesas.

Por George Garcia – ABCD Maior

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