Mauá e Região
Publicado às 9h24 — 31 de janeiro de 2017
Seta Atacadista fecha todas as unidades no ABCD

Cerca de 350 trabalhadores foram surpreendidos com o encerramento das atividades nesta manhã

Por Vinicius Pinheiro | Portal Mauá e Região

seta

O que antes era um receio se tornou realidade na manhã desta terça-feira (31/01) aos cerca de 350 funcionários no Seta Atacadista que viram as portas fechadas nas cinco unidades que restavam no ABCD, conforme informou o sindicato da categoria. Nas duas últimas semanas, a rede encerrou as atividades em outras duas lojas, o que impactou diretamente cerca de 140 trabalhadores. A empresa não justificou até o momento o motivo dos fechamentos.

Das unidades que foram desativadas nesta terça, três estão localizadas em Santo André (Condomínio Maracanã, Vila João Ramalho e Utinga), uma em Mauá (Vila Noemia) e uma em Diadema (Serraria). Nesta última, a reportagem do ABCD MAIOR conferiu a situação de prateleiras vazias, geladeiras desligadas e falta de abastecimento na sexta-feira (27/01). Uma das funcionárias, que preferiu não ser identificada, relatou o descaso com os funcionários.

“Não fomos comunicados de absolutamente nada. Desconfiávamos de que havia algo errado porque desde o final do ano passado não chegavam novas mercadorias, mas não imaginávamos que chegaríamos um dia para trabalhar e mandassem abaixar as portas. Queremos saber como ficam os nossos direitos”, apontou a operadora de caixa.

O diretor do Secabc (Sindicato dos Comerciários do ABC) Daniel Dias afirmou que serão realizadas assembleias em cada uma das cinco unidades da Região para esclarecer aos funcionários quais os próximos passos. “É uma situação muito complicada, já que a empresa não se posiciona e não abre o jogo sobre o que está acontecendo. Sabemos apenas que é por conta da crise. O que nos resta é agendar a homologação com todos os funcionários e, se necessário, entrar com ação na Justiça do Trabalho para garantir os direitos de todos”, apontou.

A reportagem conseguiu contato com o gerente regional identificado apenas por Ricardo, que não quis se pronunciar e nem indicar outro responsável para prestar maiores esclarecimentos. O site da empresa está fora do ar desde a semana passada. O futuro dos espaços onde o atacadista estava instalado ainda é incerto.

Por Iara Voros – ABCD Maior

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