Educação
Publicado às 14h30 — 2 de abril de 2015
Erivaldo Manoel e A primeira carta

A coluna tem a satisfação de trazer a público a entrevista com o escritor Erivaldo Manoel, que estreia na literatura com o livro “A primeira carta”. Acompanhem a entrevista.

Por Sérgio Simka | Portal Mauá e Região

Erivaldo

Erivaldo Manoel iniciou a trajetória como escritor aos 14 anos de idade, quando rascunhava em pedaços de papel alguns contos e histórias. Desde então não parou mais de se aventurar no mundo da escrita, e os rascunhos evoluíram no que viria a tornar-se seu primeiro título: “A PRIMEIRA CARTA”. Estudante de pedagogia na Faculdade de Mauá – FAMA/UNIESP, voluntário e monitor de alfabetização e letramento, o autor dedica seu tempo livre à escrita.

Atualmente está trabalhando em sua primeira trilogia. “É realmente fascinante o mundo que podemos construir com as palavras”. Contato com o autor: ERIVALDO-M@HOTMAIL.COM

Qual o motivo que o levou a escrevê-lo?

A paixão pela escrita e o sonho em publicar um livro foram a base para que eu iniciasse. Sempre acreditei no poder que as palavras possuem em fazer a diferença, sejam elas escritas ou faladas. “A PRIMEIRA CARTA” surgiu depois de muitas observações, nas quais percebi que poderia criar uma personagem que interagisse com o público de forma natural.

O motivo principal da minha história é incentivar as pessoas a não desistirem do amor, apesar das desilusões. Instigá-las a acreditarem que é possível vencermos quando realmente acreditamos e mostrar o valor de uma real amizade, diante das situações adversas que a vida nos propõe como aprendizagem. (O que muitas vezes questionamos por não compreender).

Acredita em “inspiração”?

Sim, eu acredito em inspiração, entretanto ela dependerá certas vezes do momento. Haverá dias em que estaremos inspirados a ponto de escrevermos cem ou até mais páginas, em outros escreveremos, porém com menor intensidade. De fato, a inspiração parte de algum motivo.

Para você, o que significa ser escritor?

A meu ver, é ser criador do seu próprio mundo! Escrever é algo fascinante. Creio que quando escrevemos, deixamos para sempre um pedacinho nosso nesse mundo e, consequentemente, nossa ideia permanecerá para sempre.

Como analisa a questão da leitura no país?

No meu olhar, percebo que a situação da literatura e a questão cultural também estão se alterando. Cada vez mais pessoas estão aderindo a alguma atividade em especial, o que me deixa muito contente. Ainda há muito que se melhorar, mas como diz o ditado “Roma não foi construída em um dia”, devemos esperar um aumento significativo de leitores nos próximos anos. A Bienal do Livro realizada em São Paulo é um exemplo dessa mudança positiva.

Que orientações pode dar a quem deseja ingressar no mercado editorial?

Primeiramente devemos ser resilientes. Não adianta desanimarmos logo no primeiro “NÃO”. Deve-se acreditar a cada instante no próprio potencial. O conselho que tive a oportunidade de receber de uma querida amiga, Lycia Barros, escritora do Rio de Janeiro, é que devemos ter um objetivo e sermos disciplinados com nossa rotina. Uma última coisa que gostaria de deixar em evidência é o cuidado ao compartilhar escritos, pois existem pessoas de má índole que podem (e vão!) na primeira oportunidade querer pegar a sua história!

“Paciência e persistência” são essenciais e muitas vezes nos torturam. Mas afirmo: No final, vai valer a pena. Não há nada mais emocionante do que receber o próprio livro, e recomendar a própria história.

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