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Publicado às 10h26 — 24 de maio de 2017
Areia Branca, de Luiz Maritan

A coluna tem o prazer de apresentar a entrevista com o escritor e jornalista Luiz Maritan, autor do romance policial “Areia Branca”, entre outros.

Por Sérgio Simka | Portal Mauá e Região

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Fale-nos sobre você.
Tenho 39 anos, sou escritor e jornalista. Na literatura, lancei três livros. O primeiro, em 2007, foi a coletânea de crônicas “Gente como a Gente”, pela editora Protexto. Em 2013, foi a vez do romance policial “Bandeira Dois”, pela editora Schoba. Neste ano, no mês de março, lancei meu segundo livro policial, Areia Branca. Desta vez, optei por uma produção completamente independente.
Como jornalista, trabalhei nos jornais Lance! e Agora São Paulo, além do Portal Terra. Há 12 anos, trabalho na Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura de Mogi das Cruzes.

Fale-nos sobre seus livros.
Vou começar pelo mais recente, Areia Branca. Ele tem 208 páginas e conta a história da investigação do assassinato da esposa de um banqueiro importante, dona Marisa, que aparece morta na mais movimentada praia da pequena Areia Branca. O delegado Mendes de Albuquerque conta a investigação, com muito suspense, mistério e perigos.
Bandeira Dois também trata de uma história policial. O taxista Janjão é encontrado morto em uma estrada vicinal, com a mão cortada e o relógio ainda no pulso. O caso traz pavor aos taxistas que pedem a Getúlio, colega de praça com experiência como detetive particular, que investigue o caso.
Já Gente como a Gente, o único dos livros que não tenho em catálogo, é uma coletânea de 40 crônicas escritas entre 2000 e 2007 sobre temas variados do cotidiano, misturando fatos e personagens comuns com um olhar peculiar do autor.

Para você, o que é ser escritor?
Para mim, escrever é, principalmente, dividir experiências, visões de mundo. Colaborar para que o leitor conheça novos horizontes, tenha outras visões sobre o que possa parecer óbvio. No caso da literatura policial, um outro ingrediente se junta a isso, que é o desafio de fazer com que o leitor se sinta parte da história, envolvido com a investigação. Que não seja apenas um sujeito passivo a acompanhar o desenrolar da trama, mas participativo, tentando descobrir os mistérios, quem é o assassino etc.
Muita gente me pergunta o motivo de eu escrever. É, antes de tudo, uma necessidade de me expressar, colocar para fora histórias e sentimentos. Mas também tem esta interação com o leitor. Como eu sempre digo em minhas palestras, “Para o escritor, a pessoa mais importante do mundo é o leitor. Porque é ele quem dá a oportunidade de ele contar sua história”.

O brasileiro está lendo mais?
Acredito que esta problemática esteja muito mais relacionada ao acesso a boas obras e à descoberta do interesse do leitor. Ler um bom livro não tem nenhuma dificuldade a não ser virar as páginas. Ouvir histórias faz parte da necessidade do ser humano desde sempre. Hoje, o cinema, as novelas, as séries contam suas histórias. Por que não os livros? Acredito que o segredo esteja na formação dos jovens leitores, com livros que respeitem o interesse, a formação e maturidade deste leitor. Com crianças e jovens pegando o gosto pela leitura, teremos mais leitores. Ninguém faz nada obrigado. Como disse o educador Paulo Freire, “a leitura deve ser um ato de amor”.

Quanto tempo demora para escrever um livro?
Não existe fórmula fechada para isso, mas meus romances levaram dois e três anos, respectivamente, para ficarem prontos. É um trabalho de paciência, de pesquisa, de se doar à história. Tenho uma pasta no computador que se chama “Ideias a desenvolver” em que junto boas ideias que podem se transformar em um livro. Quando me apaixono por uma delas, desenvolvo a história.

Uma pergunta que não fiz e que gostaria de responder.
Gostaria de deixar meus contatos para quem quiser conhecer mais o meu trabalho ou adquirir um dos meus livros:
– facebook.com/LuizMaritan
– blogdomaritan.wordpress.com
– luiz.maritan@gmail.com

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