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Publicado às 11h11 — 11 de setembro de 2017
Cadê você?, de Tainá Roberta

A coluna de hoje tem o imenso prazer de apresentar a entrevista com a jornalista Tainá Roberta, uma das autoras do livro “Cadê você? As pessoas por trás do abandono paterno”.

Por Sérgio Simka | Portal Mauá e Região

CapaFale-nos sobre você.
Bom, meu currículo ainda está em formação (risos). Formei-me em jornalismo o ano passado na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação e tenho algumas experiências na área, desde social media, assessoria, até redação. Escrevo para variadas editorias na revista Expressão, mas gosto principalmente das envolvidas em cultura. Sou uma leitora assídua, apaixonada por Gabriel García Márquez, e grande entusiasta do cinema – tanto que comecei a estudar cinema oficialmente agora no CAV de São Bernardo do Campo.

Fale-nos sobre seu trabalho na revista Expressão.
Como adiantei na resposta anterior, na Expressão eu escrevo em todas as editorias, se necessário. Mas gosto mesmo de escrever para Literatura, Cinema, Cultura. Entrei na revista como estagiária em 2015 e cá estou desde então.

Fale-nos sobre o seu livro.
O “Cadê você? As pessoas por trás do abandono paterno” nasceu como projeto de TCC. Eu e mais quatro amigos nos reunimos em torno desse tema, primeiro por perceber a pouca pesquisa universitária a respeito e segundo por uma identificação pessoal. Começamos o trabalho há dois anos ainda como reportagem, até que durante o processo de produção o livro se tornou um livro de perfis com texto no jornalismo literário. Junto com o livro criamos uma página no Facebook (facebook/projetocadevoce) para divulgar o projeto e colher depoimentos de filhos, mães e pais sobre abandono. A página já passou das 13 mil curtidas e segue sendo uma voz para quem quer pôr o dedo nesta ferida.

Passamos pela banca em dezembro de 2016, sendo aprovados com nota máxima. Este ano fechamos uma parceria com o Estúdio Aspas e começamos o trabalho para publicação. O livro terá 11 perfis, todos ilustrados pelo Miguel Deak. A pré-venda abre dia 4 de setembro on-line e o evento de lançamento está marcado para 14 de outubro.

O que a motivou a escrevê-lo?
O abandono paterno é um problema estrutural no Brasil. Se olharmos nossa formação enquanto nação, temos o abandono paterno como natural desde a colonização, com o cunhadismo, por exemplo. Uma pesquisa feita em 2013 pelo CNJ mostrou que 5,5 milhões de crianças não têm o nome do pai no registro, além da porcentagem enorme de mães solo. A motivação pra esse projeto existir é botar o assunto pra girar. Dos 5 autores, 4 tem algum tipo de história de abandono paterno e se você perguntar por aí, no seu círculo de convivência mesmo, notará a alta porcentagem. E mesmo assim, pouco se debate o tema, ele só vem à tona quando há casos processuais ‘polêmicos’ – filha processa pai e coisas do tipo. Ser pai, mãe, filho é uma questão muito mais social do que biológica, principalmente em um país de ‘famílias tradicionais’ e, portanto, deve ser debatido sempre, não é natural alguém ir embora e deixar a família como se não lhe devesse nada. Não é natural pagar a pensão e achar que fez mais que o suficiente. É comprovado que a formação do caráter de um indivíduo começa com seus laços familiares, é essa ligação (ou falta de ligação) que moldará o sujeito e seus sentimentos para com o mundo.

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