Colunistas
Publicado às 9h18 — 13 de novembro de 2017
Literatura, memória nacional e ensino de língua portuguesa

A coluna tem o prazer de apresentar a entrevista com a professora Luciene Oliveira da Costa, autora do livro “Literatura, memória nacional e ensino de língua portuguesa”.

Por Sérgio Simka | Portal Mauá e Região

LIVROLuciene Oliveira da Costa é doutora em Língua Portuguesa pela PUC-SP, com mestrado em Educação e graduação em Letras (Português e Francês) pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Atuou como docente na UFS, lecionando Literatura Francesa, bem como disciplinas relacionadas à Língua Portuguesa. Também esteve vinculada na mesma universidade como tutora do curso a distância, pela UAB, no curso de licenciatura em Letras. Atua nas seguintes linhas de pesquisa: Leitura e Produção Textual, Língua Portuguesa, Literatura Francesa.

Fale-nos sobre seu livro.
Meu livro partiu de estudos que fiz em 2008, época em que cursava o mestrado em Educação na Universidade Federal de Sergipe. Na ocasião, descobri obras no acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe que me motivaram a refletir sobre o ensino de Língua Portuguesa em anos bastante anteriores aos nossos.

A partir da leitura daquelas obras, eu quis escrever, ainda de que forma singela, sobre os vínculos existentes entre linguagem, literatura e história, pois eles me revelaram detalhes importantes da relação entre esses três registros do conhecimento humano.

Pude também refletir sobre as influências da Literatura brasileira e da estrangeira na formação de uma parcela significativa da Memória nacional e sobre o ensino de Língua Portuguesa na escola brasileira nas três primeiras décadas do século XX, a prática e o ensino de leitura no Brasil.

Além disso, fiz a observação sobre obras dos primeiros anos do século XX até a década de 1950, as quais me revelaram algumas concepções de Literatura, conteúdo dos cursos de Português e os principais autores estudados pelos alunos no período.

Como incentivar o brasileiro a ler?
O brasileiro já sabe que leitura é importante, e lê de tudo, embora, muitas vezes, sem critério. O brasileiro é o leitor trabalhador, preocupado com a luta pela sobrevivência, de leitura rápida, ou, frequentemente, sem profundidade. É o leitor de uma leitura de internet com pouco compromisso crítico, ou de pequenos artigos, ou de livros de autoajuda etc. Estou me referindo ao que vejo via de regra no dia a dia.

Existem dois aspectos que quero destacar nesta minha observação: 1) o brasileiro precisa de uma educação leitora no sentido de aprender a construir seu caminho de leitura; 2) o brasileiro precisa ser incentivado a consumir livros e a frequentar bibliotecas para ser habilidoso nas leituras sob diferentes mídias.

A escola tem o papel de destaque nisso, claro, mas eu pergunto: qual a atual postura do professor em sala de aula sobre seu próprio caminho de leitura?

Acredito que o progresso do Brasil e da leitura no Brasil, de fato, ocorrerão quando a educação for prioridade real, a começar pela formação profissional docente e a valorização social desse profissional tão importante.

Tem interesse em continuar publicando? Por quê?
Sim, com certeza, tenho inclusive alguns outros estudos que pretendo publicar ligados à educação e à leitura.

Sou professora porque acredito na educação. Sinto enorme indignação ao ver a situação em que nosso país se encontra. Todas as pessoas que possuem uma boa visão crítica de mundo sabem que a base de transformação social do Brasil está na educação.
Eu escrevo porque sei da importância dos estudos e porque quero colaborar para a educação no país. É preciso que todos se voltem para a educação.

Outros Destaques

Colunistas

Entrevista exclusiva com o Prof. Dr. Saulo César Paulino e Silva

Colunistas

Cadê você?, de Tainá Roberta

Colunistas

Prosa de peão, de Jerônimo de Almeida Neto

Siga-nos
Destaques
Paço de Ribeirão é alvo de assalto a caixa eletrônico
Novembro Azul é capa da Revista Mauá e Região
Porcelana Schmidt abre nova loja em Mauá
Revista
Jornal